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Tanatofobia: você tem muito medo da morte? Saiba como lidar!

de aleah, 2 de fevereiro de 2021

Você sente um medo extremo da morte e não sabe o motivo e nem como lidar? Neste texto, vamos ajudar você a entender agora o que é a tanatofobia. Confira!

Sabemos que lidar com a perda não é nada fácil. No entanto, há pessoas que possuem um medo da morte ao extremo e isso acaba prejudicando sua vida.

Entender que a morte é uma certeza para todos não elimina o fato de que todos nós sentimos medo do momento. Muito disso ocorre pelo fato de não sabermos como vai ser e nem quando vai acontecer.

De qualquer forma, quando esse medo é muito excessivo e vem carregado de outros sintomas, pode ser sinal de tanatofobia e requer tratamento. Veja agora mesmo o que é isso e saiba como lidar!

O que é tanatofobia?

O termo “tanatofobia” pode ser entendido como “medo excessivo da morte”. Isso porque a palavra tem origem grega, na qual “Tânatos” diz respeito ao Deus da morte. Enquanto que “fobia” significa medo exagerado, um sentimento de aversão.

Nesse caso, a tanatofobia é uma aversão extrema à morte. Quem possui os sintomas da patologia sente um horror intenso de morrer constantemente e em várias circunstâncias.

A tanatofobia também leva a pessoa a ter medo extremo da morte de pessoas próximas. Isso faz com que ela não consiga lidar com algumas situações, como assuntos sobre a morte, visitas ao cemitério, funerais, sepultamentos ou até mesmo quando uma cena de filme retrata um momento de perda.

Outro fato, é que os sintomas da tanatofobia levam alguém a temer objetos, lugares e situações que não representam risco de morte, aparentemente. Além disso, a pessoa acaba pensando compulsivamente sobre a morte a todo momento e com muita aversão.

Com isso, ela passa a evitar qualquer tipo de situação que acredite ser arriscada, como se alimentar de alguma fruta com caroços e correr o risco de morrer engasgada. Isso porque ela não suporta pensar em perder a própria vida ou alguém.

Quais os sintomas de quem tem tanatofobia?

Como mencionamos, quem tem tanatofobia pode ter ataques de pânico quando se depara com circunstâncias que as façam sentir o risco da morte.

Viver com pensamentos sobre isso é comum para quem possui a patologia e há alguns outros sintomas que podem ser apresentados pela pessoa, como:

Sintomas físicos

  • boca seca;
  • palpitações;
  • tremores;
  • falta de ar;
  • tontura;
  • choro descontrolado;
  • sensação de asfixia;
  • náuseas;
  • sudorese;
  • taquicardia;
  • dores no estômago;
  • formigamento ou dormência;
  • dores no peito.

Sintomas emocionais

  • desejo descontrolado de fugir da situação;
  • isolamento;
  • tristeza e preocupação extrema;
  • medo do amanhã;
  • medo de sair de casa;
  • medo de cemitérios e hospitais;
  • medo extremo de ficar doente;
  • sentimento de impotência.

Sintomas mentais

  • crises de pânico;
  • medo de enlouquecer;
  • dificuldade em saber o que é real e o que é ilusão;
  • perda de controle;
  • excesso de pensamentos relacionados à morte.

Quais são as causas da tanatofobia?

Normalmente, a pessoa que tem a patologia passou por situações traumáticas ou possui crenças fortes a respeito da morte. No entanto, são inúmeras as causas que podem estar relacionadas ao quadro de cada um. Somente um diagnóstico poderá gerar esses dados, mas há algumas circunstâncias comuns entre os casos.

É importante saber, antes de tudo, que a patologia pode atingir o pico em pessoas com vinte anos de idade, mas possui a tendência de ser minimizada com o amadurecimento.

Além disso, a tanatofobia atinge homens e mulheres por volta dessa idade, sendo que nas mulheres o pico pode ocorrer por volta dos 50 anos.

Veja as principais causas da tanatofobia ou eventos que podem agravar o problema:

Experiência traumática

É quando a pessoa passou por situações traumáticas, como a experiência de quase morte, doença grave, acidente, tragédias, violência ou abuso sexual, entre outras. Isso faz com que ela relacione sua vida a esses momentos ruins, causando a fobia de morrer.

Perda de um ente querido

O falecimento de um ente querido não é fácil para ninguém, mas quem possui tanatofobia se torna algo realmente muito intenso e insuportável. Se for uma pessoa próxima, os sintomas podem ser ainda mais intensos e o quadro se agravar mais.

Crenças e questões relacionadas à religiosidade

Como dissemos, fatores relacionados a crenças e à religião também podem ser causadores e agravadores dos casos de tanatofobia.

No que diz respeito ao lado religioso, alguns temas relacionados à morte mencionam um lugar melhor do que onde vivemos ou pior, como céu e inferno, purgatório e também menciona os pecadores. Essas questões podem ser muito difíceis para alguns, o que desencadeia sintomas da patologia.

No caso das crenças, vem mais da criação da pessoa. Por exemplo, se ela teve informações sobre a morte ou vivenciou momentos relacionados a isso de modo negativo, pode desenvolver os sintomas. Sabe quando a gente diz para a criança que fulano foi morar com Deus? Então!

Como diagnosticar?

Identificar os sintomas em alguém é uma tarefa realmente complicada, uma vez que é uma síndrome que pode ser confundida com outras patologias relacionadas ao psicológico, como depressão, ansiedade, esquizofrenia, Alzheimer e bipolaridade.

Nesse caso, o que pode resultar em um diagnóstico mais preciso é a auto-observação. Isto é, a própria pessoa precisa identificar os efeitos do medo de morrer que possui. Mas é preciso tomar muito cuidado para que o quadro não seja identificado erroneamente.

Para não correr esse risco, após a auto-observação, é crucial que a pessoa procure ajuda de um especialista da área. Este, sim, poderá eliminar e identificar sintomas, causas e prescrever um tratamento.

Como tratar a tanatofobia?

Por falar em tratamento, há alguns que poderão ser determinantes no quadro de tanatofobia.

Um deles é a terapia comportamental, na qual o profissional procura entender o que está causando a patologia com base nas experiências passadas.

Há também a terapia cognitivo-comportamental, que possibilita analisar o momento atual do paciente e cuidar para que os sintomas não se desenvolvam.

E ainda é possível realizar o tratamento de programação neurolinguística, que possui o objetivo de focalizar a mente por meio de uma “reprogramação”. Isso ocorre como forma de bloquear os pensamentos ruins sobre o assunto.

Afinal, como lidar com a perda de alguém?

Ninguém sabe exatamente como lidar com a perda de alguém quando o momento chega, mas, após isso, é possível encontrar formas de minimizar o sofrimento e seguir em frente.

Você pode começar aceitando a dor, o luto e suas emoções. É muito comum que nós queiramos fugir ou fingir que nada está acontecendo. No entanto, é muito importante viver o luto e aceitar seus sentimentos.

Outra dica importante é: converse. Não é saudável guardar as emoções retraídas para si. Para lidar com a perda, comece falando sobre ela com alguém de sua confiança. Caso não encontre alguém para isso, procure ajuda de um profissional, como terapeutas.

Há outra dica que também pode ajudar muito nesse momento: praticar atividades que goste, como jogos esportivos, artesanatos, pintura, desenhos, ler livros, fotografar, assistir séries, ir ao cinema, etc.

Ou seja, pensar em coisas para fazer antes de morrer com atividades que sejam prazerosas e que façam bem.

Por fim, saiba que você não está só nessa situação, então, caso este texto tenha ajudado você a entender como lidar com a tanatofobia, compartilhe nas suas redes sociais para ajudar mais pessoas! E se você ainda tem dúvidas sobre o assunto, veja mais artigos como este aqui no site.