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Cuidados Paliativos: como ajudar parentes em casos terminais

de aleah, 1 de março de 2021

Quando falamos em cuidados paliativos, estamos falando de cuidados que aliviam muitas vezes as dores de alguém. Em casos onde, de fato, não há mais nada a ser feito pelos médicos. Por exemplo, situações onde as pessoas estão com câncer e estão em fase terminal dessa doença.

Os cuidados paliativos são como remédios que são administrados para tratar as dores do paciente. Contudo, não são capazes de salvá-lo, como é o caso de medicamentos analgésicos, que aliviam as dores do corpo, mas não são capazes de curar o corpo.

Cuidados paliativos não são só para o paciente, mas para a sua família também. Isso porque lidar com a dor da morte de alguém amado não é e nunca será fácil para ninguém que ame verdadeiramente um ente querido.

Confira a seguir mais detalhes sobre esse assunto!

Como são aplicados os cuidados paliativos

Os cuidados paliativos são aplicados para pessoas que estão com doenças que levam o paciente a óbito, os casos terminais. Ou seja, quando já não existe mais nada o que se fazer para salvar o paciente.

Para ajudar esses pacientes, essas pessoas são colocados em ações de cuidados paliativos. Nesse sentido, os cuidados paliativos não são estudos em nível de formação de profissionais, porque eles são mais uma ação dos médicos do que de fato um estudo.

Então, os cuidados paliativos são aplicados por uma equipe médica multidisciplinar que vai envolver médicos, enfermeiros, neurologistas entre outros profissionais. Essa equipe se conversa e tenta enxergar o paciente como um todo, não só como uma pessoa doente prestes a morrer. Mas  sim como um ser humano pleno de seus direitos e com capacidade de ainda viver, ser feliz e fazer as pessoas felizes.    

A equipe médica composta por vários especialistas pode olhares para o paciente e a doença que um profissional sozinho não conseguiria ter a visão que essa equipe teria sobre o paciente. Isso porque um médico geralmente atende vários pacientes e não tem tempo para esse olhar mais humano para com apenas um paciente em fase terminal.

  • Formação do profissional

Os profissionais da saúde em sua formação não têm contato direto com as questões dos cuidados paliativos. Os cursos envolvendo os profissionais da saúde se debruçam mais sobre a cura da doença do sobre os cuidados com os pacientes próximos à morte. Além disso, ainda existe uma baixa procura por esse assunto por profissionais da área da saúde.

A morte também é difícil para os profissionais da área, pois  um médico não quer admitir que perderam seus pacientes sem luta. Muitas vezes os profissionais deixam de aplicar os cuidados paliativos para colocar os pacientes direto nas unidades de terapia intensiva, ou seja, nas UTIs. Isso cria a falsa sensação de que estão fazendo tudo que está em seu alcance para salvar a vida dos seus pacientes.

  • Falta de informação

Por ser um método que está fora das linhas técnicas e de estudos mais aprofundados na área da suade, os cuidados paliativos normalmente são oferecidos por profissionais ou são indicados por pessoas que conhecem essa possibilidade, que não traz a cura para o paciente, mas o trata com muita dignidade.

O conceito dos cuidados paliativos está ligado ao paciente como protagonista do final de sua vida e coloca mais leveza ao encarar a morte. Contudo, alguns estudam demostram que, quando os cuidados paliativos são iniciados desde o início do diagnóstico, eles podem prolongar por mais alguns dias a vida do paciente.

Isso porque o paciente fica mais leve e mais feliz. Sendo assim, ele acaba comendo de forma adequada, conversando mais, deixando o paciente mais feliz e mais tranquilo e tirando do paciente pensamentos ruins pesados, que são característicos dos pacientes que estão em estado terminal.

Entretanto, como esse tipo de informação não está nos protocolos que devem ser seguidos por médicos e muito pouco se sabe sobre esses procedimentos, são poucas as pessoas que tem acesso a essa ação dos médicos.

É necessário falar sobre a morte

Quando uma pessoa recebe a notícia de que está em estado terminal, a família, os amigos, os médicos e afins, sentem o primeiro impacto da notícia e ingressam no “círculo do silêncio”, como é descrito pelos psicólogos. No círculo do silêncio, como seu próprio nome diz, é o pacto não escrito, mas assinado pelas pessoas próximas, devido ao medo de como os pacientes vão se sentir quando o assunto morte vir à tona.

Entretanto, é necessário que esse círculo seja quebrado para que os parentes e o próprio paciente possam conversar sobre seu estado e como lidar com essa situação da melhor forma. Por muitas vezes, por medo, as pessoas acabam por não escutarem coisas simples como a vontade do paciente de ir ao banheiro.

Ou a simples troca de medicamento que, ao invés de se cuidar da doença simples, cuida da dor. Como em casos de pacientes com problemas sérios respiratórios, a simples aplicação de morfina em pequenas doses pode ajudar o paciente a respirar melhor e se comunicar melhor também.

A hora de encarar a morte

Mantendo um diálogo sobre a morte e tratar o paciente como protagonista desse final de vida, deixa a situação mais leve também para conversar sobre as situações burocráticas e legais envolvendo o pós morte das pessoas.

Como, por exemplo, deixar tudo resolvido legalmente nas questões que envolvem doação de órgãos ou as questões ligadas a heranças e detalhes do enterro como se a pessoa gostaria de ser enterrada ou cremada e quais seriam os procedimentos a serem tomados com as cinzas da pessoa.

Outra vantagem de se possuir uma equipe de cuidados paliativos nesses últimos momentos, é o fato deles mesmos conseguirem conversar sobre os detalhes da partida com o paciente. Isso se a família estiver estruturalmente bem para iniciar essa conversa.

E mesmo depois da partida, sempre é bom que a equipe continue a entrar em contato com a família para ver como está a saúde emocional das pessoas.

Infelizmente, até hoje não conseguimos conversar sobre esses temas com nossos familiares. Às vezes, não conseguimos nem mesmo refletir sobre esse assunto. Isso porque a última coisa que queremos é falar sobre esse assunto, pois a nossa pulsão de vida é muito mais forte que nossa pulsão de morte.